Oi pessoal!

Faz muito tempo que não escrevo… honte à moi!

Vou tentar fazer um resumão dos últimos meses quando (e se) eu achar um (longo) tempo. Recemente fiquei pensando que 24 horas num dia não bastam para o tanto de coisas que eu tenho que fazer! Mas vamos que vamos.

Hoje veio dormir aqui em casa o Daniboy, amigão que estudou comigo desde a 5a. série no Santa Cruz, faz Poli, e agora veio estudar por 1 ano na Centrale Lyon. Desde que eu saí do Brasil eu não o via. Foi bom o reencontro.

Combinei a ocasião com a minha vontade de fazer uma sopa de cebola que comi no restaurante Chez Plumeau, em Montmartre, Paris (é fantástico, eu recomendo; fica na Place du Calvaire, ao lado da Place du Tertre). Era uma soupe à l’oignon et au Porto, isto é, sopa de cebola com vinho do Porto. Convenhamos que o nome em Francês é mais chique. Guardemo-lo.

Como quem me conhece sabe, não sou muito fã de sopas. Na verdade, eu gosto de sopas, mas quando está frio. Não, na verdade precisa estar MUITO frio para eu apreciar o calor da sopa. E nada mais perfeito para a degustação de tal prato do que quando tanto a mínima e a máxima na previsão do tempo estão abaixo de 0!! Pois é, há uma semana não tenho mais temperaturas positivas. Entretanto, aqui em Lille quase não está nevando, ao passo que em Marseille temos 20cm de neve no chão. (ok, eu assumo: Lille é tão frio que não neva. Pronto.)

Foi então nesta terça-feira que fui ao supermercado comprar os ingredientes. Eram muitos: tomilho (thym), folhas de louro, vinho do Porto, gruyère ralado… E foi difícil de encontrar tudo! Para achar o Porto, por exemplo, revirei o setor de vinhos, depois de vinhos internacionais, para finalmente descobrir que a garrafa ficava no setor das cervejas. Vai entender… (ok, uma explicação possível é que o vinho do Porto não é um vinho, mas é um vin doux naturel, e pelo que uma enóloga me falou, é uma outra categoria de vinhos).

Quando cheguei em casa, abri o saco de compras eu fui organizando os produtos, já pensando na sopa que eu ia preparar. Qual não foi minha surpresa e decepção ao perceber que eu tinha esquecido de comprar as cebolas.

Hoje à tarde fui novamente ao supermercado para comprar as cebolas. Preparei então a sopa para receber o Daniboy. E, francamente, modéstia a parte, a sopa ficou maravilhosa.

Compartilho então a receita com vocês, meus caros leitores, aproximadamente conforme eu fiz. (desculpem se estiver difícil de seguir, é a primeira vez que eu escrevo uma receita…)

Soupe à l’oignon et au Porto (3 a 5 porções)

Ingredientes

  • 100 ml de manteiga
  • 7 cebolas pequenas (ou 5-6 médias, mas as pequenas são mais gostosas!)
  • 3 c.c. farinha
  • 1 c.s. açucar
  • 200 ml de vinho do Porto (eu fiz com branco)
  • 1200 ml caldo de carne (eu usei 1 cubinho e um pouco de um pó chamado “fond de viande”)
  • 4 galhos de tomilho fresco
  • 1 folha de louro grande (ou 2, se quiser)
  • sal (ou fondor) e poivre a gosto
  • fatias de pão (1 ou 2 por pessoa)
  • gruyère ralado (fios grandes e grossos)

Modo de preparo

Numa panela, colocar 1300 ml (considerando que uns 100 ml vão evaporar!) de água para ferver, para preparar o caldo de carne.

Na panela da sopa, derreter a manteiga e refogar as cebolas picadas com o açúcar, em fogo baixo, até caramelisar (aprox. 20 minutos). Mexer esporadicamente.

Juntar a farinha à panela da sopa e mexer vigorosamente.

Juntar o vinho do Porto e deixar concentrar, até que o líquido se reduza à metade.

Juntar o caldo de carne, o tomilho (picar o galho em pequenos pedacinhos), a(s) folha(s) de louro, sal (ou fondor) e poivre a gosto. Aumentar o fogo até ferver, e então diminuir bastante o fogo.

Deixar descansar, cobrindo metade da panela com uma tampa, durante 30 minutos aprox.

Ferver uma quantidade de água e despejá-la nos pratos que serão usados para servir a sopa (preferencialmente soupières em cerâmica), para que os recipientes guardem o calor.

Torrar as fatias de pão cobertas com um pouco de gruyère.

Ao servir a sopa nas soupières, colocar uma pequena fatia de pão dentro da sopa, cobrir com o queijo (esta fatia não é a mesma que a que foi torrada!).

Servir a sopa bem quente junto com as torradas.

Voyage de la Toussaint

October 24th, 2008

Bonsoir à tous!

Aujourd’hui je suis parti à Lyon avec Pascal. On est chez sa soeur, où on reste jusqu’à dimanche.

C’était un long voyage, de presque sept heures. Pascal a conduit sa voiture pendant la première moité, et moi j’ai fini. Cela faisait très longtemps que je n’ai pas conduit (depuis que je suis parti du Brésil), mais l’autoroute était tranquile, il n’y avait presque personne, il faisait beau, et on avait un GPS pour nous donner les directions. (oui, c’est vrai, j’ai réussi à me perdre une fois, mais une seule!)

Alors, demain on part à Vichy pour passer la journée. Bientôt, plus de nouvelles!

Au revoir!

Boa noite!

Hoje eu vim para Lyon com o Pascal. Vamos ficar na casa de sua irmã até domingo.

A viagem foi longa, durou quase 7 horas. O Pascal dirigiu seu carro na primeira metade do trajeto, depois eu peguei. Fazia muito tempo que eu não dirigia (desde que eu saí do Brasil), mas a estrada estava tranquila, não tinha quase ninguém, o tempo estava ótimo, e tínhamos um GPS para nos dizer o caminho (tudo bem, eu consegui me perder uma vez, mas só uma!)

Amanhã passaremos o dia em Vichy. Em breve, mais notícias!

Até mais!

Bruno

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Le premier voyage ClubTIME

October 21st, 2008

Texto em português no final. (Texte en portugais à la fin.)

Ce week-end a eu lieu le premier voyage ClubTIME de l’année. C’était le voyage Paris-Vaux-le-Vicomte.

Dimanche, notre bus est parti très tôt le matin (vers 6h00) en direction de Paris, où nous sommes arrivés vers 9h00. Devant le Jardin du Luxembourg, il y avait Mlle Hélène Catsiapis, notre professeur de Français de l’École Centrale de Lille, qui nous attendait avec quelques autres étudiants qui étaient déjà sur la capitale depuis vendredi.

Elle nous a gentillement offert de magnifiques croissants et pains au chocolat de chez Dalloyau. Après une promenade dans le Jardin, nous sommes partis vers le Pont de l’Alma pour prendre un bateau-mouche et faire un tour sur la Seine. Nous avons pu voir plusieurs bâtiments importants de Paris. C’était aussi l’occasion, pour nous, de revoir des camarades brésiliens qui font actuellement leur stage là-bas, et qui, bientôt, rentrent définitivement.

Après avoir déjeuné sur l’avenue des Champs Elysées, nous sommes partis vers le château de Vaux-le-Vicomte. C’est un château construit par M. Fouquet, surintendent des finances du royaume de Louis XIV, et dont les jardins ont été créés par le très réputé jardinier M. Le Nôtre. Ses jardins avaient beaucoup de succès partout en Europe, d’ailleurs plusieurs châteaux les prirent pour modèle.

L’histoire du château est intéressante : M. Fouquet aurait invité la cour de Louis XIV à une grande fête ; le roi, qui ne connaissait pas Vaux-le-Vicomte, fut stupéfait par son immense beauté. Jaloux, il ordonna la construction du non moins celèbre Château de Versailles sur le modèle de Vaux-le-Vicomte. Il en profita pour faire emprisionner l’audacieux Fouquet qui osa faire construire un château dont la splendeur faisait de l’ombre à celui du roi.

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O fim do capitalismo?

October 12th, 2008

Será que chegamos ao fim do capitalismo?

Aparentemente sim, segundo Immanuel Wallerstein. Leiam a entrevista (em francês, infelizmente não achei tradução para o português nem para o inglês) que foi publicada ontem no Le Monde.

Nantaise em Lille

October 12th, 2008

A Ci veio passar o final de semana aqui!

Chegou sexta-feira à tarde, fomos direto pra casa do Pascal, onde fizemos uma senhora janta. A entrada eram palitos de cenoura e champignons para comer com um molho de formage blanc com echalottes. Em seguida, uma bela dose de sashimi de salmão à-la-chinoise com um arroz (à-la-chinoise também).

Uma vez terminada a entrada (e todos os convidados já quase empanturrados), chegou o momento do prato principal. Uma carne (sim! carne de verdade!) com cebola à-la-chinoise, e quando já não aguentávamos mais, a sobremesa: um flam com calda de caramelo (caramelo feito na hora, em casa).

Foi um belo dum jantar! Além de nós três (Pascal, Ci e eu), tinha a Gabi (brasileira, do 3o. ano) e duas russas, que eu e o Pascal conhecemos uma vez que fomos à casa de nosso amigo Iaroslav, russo de nossa classe na escola. (uma das russas fala espanhol fluentemente, a ponto de entender perfeitamente o português! incrível)

Hoje levei nossa querida personagem nantaise à Rue de Béthune, onde deve ter pensado, embora não tenha dito, que comeu um crepe MUITO MELHOR que os crepes de Nantes. Adorei, e recomendo para quem der um pulo em Lille: Le Beaurepaire. É só descer na estação République-Beaux-Arts do metrô, e fica ao lado do Subway.

À noite jantamos uma salada, uma sopa e - pasmem - PÃO DE QUEIJO! Sim! Pão de queijo Hikari.

Muito bom.

Já está tarde, preciso dormir. Até a próxima!

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