Saudade
Saturday, July 21st, 2007Vamos fazer uma soma. Não precisa estudar engenharia para encontrar o resultado. Na verdade, é até mais fácil analisar esta equação se vc for da área de humanas.
Some: uma soirée ontem em que tocamos músicas brasileiras, lembrando momentos ótimos que tivemos no Brasil (nostalgia) + 7 amigos (estrangeiros) que foram embora hoje para seus países (falta) + um dia feio, chuvoso, sem nada para fazer (tristeza) + quase 1 mês longe do Brasil (tempo). Quanto dá?
Talvez a parcela mais forte seja a partida dos amigos estrangeiros. Na verdade acho que é a que desencadeia essa soma (já que nos lembra o dia em que partimos).
Fazemos uma amizade forte com essas pessoas que estão aqui à nossa volta. Acho que deve ser uma forma de nos protegermos da angústia que temos por estar longe de nossas famílias, de nossos amigos, de nossos amores, em um país estranho com costumes estranhos.
Mas esses laços que criamos, embora fortes, são passageiros. E quando esses amigos partem, sentimos saudade. Uma saudade estranha. Uma saudade que na verdade é saudade de tudo que deixamos no Brasil, e que nos faz lembrar o que acho que muitos de nós pensamos ao entrar no avião para virmos para cá: “meu deus, o que é essa loucura que eu tô fazendo???”.
Diferente desses laços de que falei acima, que são os laços com os estrangeiros, são aqueles com os brasileiros que vieram pra cá. Ainda bem que tem algo que não vai se desfazer. Algo que é importante pra todos nós, para ajudar a suportarmos a dor que às vezes nos pega de surpresa.
Isso tudo me lembra Pedaço de mim.
A saudade é o pior tormento. Mas nos mostra que estamos vivos e que gostamos e que nos sentimos gostados.
Vou comer uma goiabada. Bom mesmo seria o doce de abóbora da vovó.
Até a próxima!
Bruno