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Teatro na Assembléia Geral

Monday, October 6th, 2008

Neste sábado (04/10/2008) ocorreu a Assembléia Geral da Association des Ingérieurs de l’École Centrale de Lille (mais conhecida como l’AG de l’AI) num hotel de Golf em Arras, cidade próxima de Lille.

O que me levou a ir a tal evento foi uma peça de teatro. Chama-se Monique, escrita por Jean-Michel Ribes (o mesmo que escreveu Tragédie, que interpretei com a Andrea Reitböck e a Zhen Liu no ano passado). Desta vez fomos eu e a Andrea que interpretamos a peça, logo antes do jantar (que estava fantástico!) no restaurante do hotel. Quem nos colocou lá foi nosso querido metteur en scène, Emmanuel GAVARD ou, simplesmente, Manu.

Ela fazia a filha de dezoito anos, supostamente chamada Monique. Eu fazia o pai, que não sabia mais o nome de sua filha. A peça mostra a loucura do pai, através de inversões interessantes: ele é perfeitamente normal em momentos esquisitos, e muito estranho em momentos normais; ele é muito empolgado com coisas que não interessam a muitos, mas dá muita bola a questões importantes. Ele se perde em seus pensamentos, com grandes, loucos e intermináveis monólogos, cheios de quebras bruscas e cômicas a progressões de idéias perfeitamente normais.

Foi um trabalho muito interessante pois dessa vez o meu texto era bem mais complicado que na outra peça, e o personagem era bem mais complexo, teve que ser muito mais estudado, desenvolvido, trabalho muito bem conduzido pelo Manu. Demos duro, tivemos longos e cansativos ensaios todos os dias da semana passada, mas valeu a pena.

A próxima apresentação da peça será em duas semanas, no dia 17/10/2008, na Chambre de Commerce de Lille, logo após a sobremesa do Gala Lille (festa chique organizada por alunos da ECLille).

 

Mais uma dessas experiências inusitadas e inesquecíveis que me fazem pensar quão rápido passou o primeiro ano e que me resta cada vez menos tempo aqui na França…

Nantes

Sunday, September 28th, 2008

Esta é a primeira vez que venho pra Nantes desde que a Ci veio morar aqui.

O quarto dela é um quarto de “handicapé” (deficiente). Não sei por que raios ela foi parar num tal quarto, mas é MUITO grande MESMO. Além disso o preço do aluguel é bem baixo! Muita sorte! Gostei bastante.

E estou sendo muito bem tratado! Ontem comi carne (sim! de verdade! não era steak haché) com uns legumes. Hoje no almoço teve feijão!! Muito bom mesmo.

Fomos passear na cidade. Vimos a fábrica da LU (biscoitos), vimos um elefante mecânico enorme (seus moviementos são muito bem feitos, ele até joga água pela tromba). À noite fomos comer crepe. Foram também a Carol, a Virgínia, o Lucas, o Quintela, o Fanti, o Ludo (parrain francês da Ci) e, para minha surpresa, o Didi, um amigo do meu ano da mecatrônica que veio estudar aqui em Nantes! Eu não tinha a menor idéia de que ele estava por aqui.

Estou cada vez mais impressionado com meu celular. Consegui agora conectar meu PC na internet através do 3G+ (internet de altíssima velocidade para celular). É rápido mesmo. Vejam só:

2 megabit por segundo de download!!

Além disso, ontem enquanto estava no trem vindo para cá, consegui finalmente fazer funcionar o GPS do meu HTC Touch Diamond. Instalei o Google Maps, que é como o Google Earth (mas não tem as opções de visualização 3D). Ele tem um sistema de localização aproximada através da identificação da torre à qual o celular está conectado, mas se tiver algum satélite por perto, ele pega a posição EXATA pelo GPS. Era divertido acompanhar o movimento do trem em cima dos trilhos pelo mapa.

Até mais!

Bruno

Fim de semana de cama…

Monday, September 22nd, 2008

Nada como um final de semana ensolarado, com festas na cidade, e eu com uma gripe violenta. Hoje fiquei com dor de garganta.

Pelo menos aproveitei pra atualizar alguns meses de blog.

Touch diamond

Wednesday, September 10th, 2008

Comprei um celular novo. É o HTC Touch Diamond.

Super bonito e cheio de coisas. Touch-screen de 640×480, com Windows Mobile 6.1, placa de rede wireless, sensor de ângulo (ele sabe se está em pé, deitado, quantos graus está inclinado em cada direção), tem até GPS!

Junto com ele peguei um forfait novo: 1 hora de comunicação, 3 números SFR grátis, SMS ilimitado para qualquer celular francês, e, o mais legal, 3G+ ilimitado! É exatamente o forfait da bixarada..

Agora, quando a SFR resolver colaborar e desbloquear meu celular antigo, um Sony Ericsson K810i, vou mandar ele pra Juju.

Bruno

Interrail

Tuesday, August 12th, 2008

Chegamos ao final das férias de verão. E que ótimo foi o verão!

Dia 23/07 tomei um trem para começar um grande giro aqui na Europa ocidental. Passei pela Suíça, Alemanha, Áustria e Luxemburgo. Praticamente todos os dias foram ensolarados, super agradáveis.

Inicialmente fui para Genebra, onde fiquei 1 dia. Estava tendo um festival de verão, e, é claro, havia vários bares brasileiros. Infelizmente, apesar do tempo excelente, o vento obrigou o Jet d’eau ser desligado. Terei que voltar a Genebra um dia. Subi na catedral, passeei de barco, visitei a ONU.

No dia seguinte, 24/07, fui para Lausanne. Cidade muito bonita, às margens do mesmo lago de Genebra (Lac Léman).

Após os dois primeiros dias tranquilos da viagem, começou a pauleira. Dia 25/07, bem cedo, tomei um trem para Thun, onde dei uma volta super rápida e peguei um barco (primeira classe!) pelo Thunsee, em direção a Interlaken. A viagem durou 2 horas, foi fantástico. Passeei um pouquinho em Interlaken, e logo tomei um trem para Bern, capital da Suíça. Passei na cidade velha, na casa do Einstein, no Zytglogg (os alemães ao lerem nomes em Suíço-alemão ou tem ataque de risos ou do coração…).

Saí de Bern dia 26/07, em direção à Luzern, onde encontrei duas amigas que conheci no ano passado, no Cavilam: Melanie e Ramona. Me levaram para conhecer a cidade, subimos numas torres de vigia (estavam quase todas fechadas, mas elas sabiam 2 que estavam abertas, meio afastadas!). Almoçamos e à tarde fui conhecer o vilarejo onde elas moram: Eschenbach. É minúsculo, 3000 habitantes. No final da tarde tomei um trem para Zurich. Passeei à noite por Zurich, cidade muito bonita, muito movimentada. Encontrei um grupo tocando Jazz super animado, depois um músico sozinho tocando acordeon, um espetáculo. Ele achou um lugar no qual sua musica ressonava até muito longe!

No dia seguinte, 27/07, acordei com uma chuva horrorosa! O primeiro dos únicos dois dias de chuva de toda a viagem. Saí então logo da cidade, fui para Konstanz, na fronteira com a Alemanha. Passeei um pouco, e logo em seguida tomei outro trem para Augsburg, na Alemanha.

Numa cidadezinha minúscula do lado de Augsburg mora a Andrea, super amiga alemã que estuda aqui comigo. Ela tinha falado que se eu fosse passar pelo sul da Alemanha durante as férias era para eu ligar. Dito e feito. Ela estava me esperando na gare de Augsburg, com o irmão, de carro. Passeamos um monte pela cidade, super bonita. Subimos na torre da Igreja (como em quase todas as cidades que fui…), vimos a prefeitura, etc… Mas foi ótimo, ela tinha preparado um roteirinho turístico!

Algo completamente diferente de todas as outras cidade que já conheci é o Fuggerei. É o mais antigo dos conjuntos habitacionais para pessoas pobres ainda em funcionamento. Foi criado por Jakob Fugger. Para poder morar lá existem diversas restrições: ser católico, ser pobre, ter morado pelo menos dois anos em Augsburg e não ser responsável pelo seu atual estado de pobreza. Comprovado isso tudo, o custo do aluguel de uma casa fantástica, toda equipada, com luz, água, enfim, tudo o que se precisa para viver, é de 0,88 €.

Como muitas coisas nessa cidade, o Fuggerei foi duramente bombardeado durante a Segunda Guerra. Segundo os aliados, a cidade abrigaria uma suposta fábrica de bombas nucleares, hoje fábrica de caminhões, se não me engano.

Dormi (dois dias) na casa da Andrea. Uma casa super simpática, num vilarejo encostado na cidade grande, mas com cara de interior. Depois do jantar, nos dois dias, feito por ela e pelo seu irmão Roland, ela me deu aulinhas de Alemão básico. Fiz um super progresso: do zero absoluto, aprendi a contar (até 999.999), aprendi cores, frutas, conjugação dos verbos mais importantes (ser, ir, ter, querer, comer, berer), como fazer perguntas simples, indicações de caminhos. Enfim, aquele básico necessário pra viajar. E realmente deu certo: eu conseguia comprar sorvetes, perguntar onde era a prefeitura, perguntar quanto custava alguma coisa. Preciso ver se continuo meu estudo dessa nova língua.

No dia seguinte de manhã, fomos de carro ainda mais para o Sul, bem cedo, para visitar o Schloss Neuschwanstein, o castelo no qual a Disney se baseou para fazer o castelo da Cinderela. Fomos bem cedo para evitar os chineses. Quando chegamos, pegamos uns 7 minutos de fila. Quando saímos, a fila devia estar de umas 3 horas… 80% dos visitantes eram chineses!

Logo ao lado do Neuschwanstein fica o Oberschwangau, outro castelo. Não entramos nesse, só visitamos por fora.

No dia seguinte fomos para München. A Andrea ficou na casa do namorado, Andreas (ou Andy), e eu fiquei num albergue. Como o Andy estava trabalhando em seu TCC (ou equivalente…), a Andrea me levou para conhecer Munique, que ela tanto fez propaganda. A cidade é realmente fantástica. Fomos no museu da BMW, no Olympia, no Englischer Garten, fomos num Biergarten, na Residenz (palácio maravilhoso; passamos 4h30 visitando o Museu, talvez um dos museus mais legais que eu já vi), no Charlotenburg (palácio de verão da princesa) além, é claro, de todos os pontos turísticos normais de cidades européias (igreja, prefeitura, …).

Fiquei 2 dias em Munique, quando deixei a Andrea e prossegui minha viagem.

Dia 01/08 fui para Salzburg (Áustria), onde caminhei o dia todo. A cidade é bonita, mas parece ser preparada para o turista. Não é de se espantar que em todos os cantos da cidade encontre-se músicos tocando Mozart. Fui à casa onde ele nasceu, vi onde ele está enterrado.

No dia seguinte fui a Hallstatt, uma cidadezinha de 1000 habitantes perto de Salzburg, perdida no alto das montanhas, beirando um lago maravilhoso. Passeei um monte na cidade, e visitei uma mina de sal.

No final do dia, voltei para Munique apenas para tomar um trem noturno em direção a Berlim. Fui sentado. Foi uma experiência péssima. Não consegui dormir no trem.

Em Berlim encontrei a Kornelia, ou Konni, outra amiga alemã aqui da escola. Ela estava me esperando na gare. Fomos até sua casa, onde eu iria dormir 2 noites. A casa fica no lado Leste de Berlim, e a 700m de lá tem uma parte do muro (Berliner Mauer) ainda em pé.

A cidade é um tanto quanto diferente das outras que visitei. A história, a época da Segunda Guerra, parece muito mais presente em toda a cidade. Fomos ao Checkpoint Charlie, onde tem soldados americanos (ou serão apenas pessoas fantasiadas?) posando para fotos com turistas para ganhar uns trocados. Fomos ao Brandenburger Tor. Os pais da Kornelia eram muito legais. O pai, durante o jantar, começou a me contar sobre a época do muro, desde a construção, até o dia em que caiu. Era interessante ver a emoção com a qual ele contava tudo o que aconteceu, o quanto deve ter sido sofrido para eles.

Depois de Berlim, fui para Dresden, onde dormi também 2 noites. A cidade é muito bonita, e, sem dúvida, foi o melhor dos albergues que eu fiquei. Eles até emprestavam bicicletas de graça para os hóspedes! Peguei uma e fiz um passeio de 12km (de ida!) ali por perto, seguindo um guia de passeios que eles tinham preparado.

Fui para Hamburg, onde encontrei o Iaroslav, amigo russo da escola, da minha classe, que mora na França desde os 11 anos (logo faz a Centrale como os franceses, e não como estrangeiros). Fiquei apenas 1 dia em Hamburg.

De lá, desci para Köln (Colônia). A catedral de Köln é realmente fantástica. É tão grande, mas tão grande, que não consegui fotografá-la inteira (nem usando lente wide 28mm, me colocando na distância máxima possível)

No dia seguinte fui para Trier, a cidade mais antiga da alemanha. Lá fica a Porta Nigra, monumento da época do império romano. Era a (uma ?) porta da cidade. Vi também lá diversos outros monumentos tão antigos quanto, super preservados. Choveu um pouco, mas não chegou a atrapalhar a visita. O albergue, entretanto, foi o pior de todos… no qual dormi duas noites!

Só fiquei duas noites para poder passar um dia em Luxemburgo, já que por lá é tudo extremamente caro. A cidade é bonita, mas não achei nada demais como muitos tinham me falado. Talvez tenha sido influência do meu cansaço acumulado de 20 dias de viagem.

Finalmente voltei para casa. Eu já estava quase entrando em desespero só de olhar um trem na minha frente.

Foi uma experiência fantástica. Inesquecível.

É muito diferente uma viagem desse tipo: viagem sozinho, apenas com uma mochila (ou, com um nome mais apropriado, um mochilão) e com um passe de trem Interrail, conhecendo diversas cidades, culturas, costumes. Ainda mais legal é poder encontrar amigos em várias das cidades que fui, autóctones, de forma que posso aproveitar ainda mais minha passagem pelas cidades.

Mas não acabaram por aí minhas férias…