Primeira mensagem da França!

Olá a todos!

Primeira vez que escrevo aqui da França! Muito bem, vamos por partes, há muita coisa pra escrever. Tentarei escrever com maior freqüência para poder escrever menos (e poupar-lhes de ler tanto!)

A (tenebrosa) viagem

No check-in no aeroporto no Brasil, informaram-me que o vôo atrasaria 4 horas. Atrasou 5. Depois de 9 horas de um avião beeem apertadinho, com bastante turbulência na hora do jantar, chegamos em Lisboa; atrasados, perdemos a conexão. Ficamos para a próxima, que também atrasou mais 1 hora. Mais 2 horas e chegamos em Paris às 19h00 do dia 24, hora local. Ah, Paris.

Havia um monsieur nos esperando com nossos nomes. Fomos pegar nossas malas e que agradável surpresa: das duas malas minhas, apenas 1 chegou… a que tinha todas as minhas roupas tinha sumido! Acabaram-se todas as malas, e nada da minha. Fizemos a reclamação no balcão da TAP e disseram que deveria chegar até quarta-feira. Depois disso, fomos receber nossas bolsas (ah, e que bolsas!), e como já era muito tarde devido a todos os atrasos, tinhamos perdido também nosso ônibus pra Vichy, que é a cidade onde estou agora no curso de fracês.

Fomos então levados a um hotel em La Défense, bairro de Paris onde há milhões de sedes de bancos e seguradoras, e também onde há La Grande Arche. Chegamos no hotel, telefonamos para nossas casas, demos uma volta e quando fomos jantar (por volta de 0h00), não havia NADA aberto… nenhum restaurante, não tem barraquinha de hot-dog em La Défense, e nem mesmo o McDonald’s (urgh… mas estavamos desesperados de fome!) estava aberto! Final feliz: um colega nosso conseguiu pães velhos e manteiga na recepção do hotel, além de um suco de laranja de caixinha.

Pois bem, fomos dormir umas 1h30, acordamos 6h00, pegamos um trem às 7h03 e chegamos em Vichy às 9h59. Pronto?! Não! Não tinha ninguém nos esperando naquela chuvosa manhã de Vichy, na estação de trem. Ligamos para o Cavilam, foram nos buscar e ficamos lá esperando por nossas famílias.

Minha família

Moro a 4 minutos à pé da escola, tenho café da manhã e jantar, um quarto grande, mobiliado, bem bonito, com wifi (na pronúncia francesa: uí-fí) de altíssima velocidade, alem de minha mère (Simone) lavar minhas roupas. Moro com minha mère e meu père, e mais dois estrangeiros: uma mexicana, de 17 anos, e um sudanês, de 24 anos. É muito legal este ambiente cosmopolita.

A escola

Na terça-feira começaram nossas aulas. Minha professora do atelier de communication orale é igual à minha mãe (mãe de verdade, não minha mère) há uns 10 anos, e minha professora das aulas normais, a Marie Louise, é fantástica: muitíssimo culta, inteligente, conhece muitas línguas, sabe muito de história, é alguém fantástico pra conversar. Segundo minha mère, é uma grande intelectual por aqui.

Temos na escola uma médiatheque onde podemos tirar livros, cds, dvds, usar internet (com o teclado HORROROSO francês, no qual as letras estão em lugares trocados), além de um bandeijão que sempre tem queijos (Camembert, e muitos outros fantásticos que não sei o nome), frutas, salada, e um prato principal: pato, frango, carne, macarrao, … cada dia tem uma coisa diferente. E tudo por 2,75!

Ah, sobre a moeda: nós, brasileiros, não dizemos que algo custa x euros. Custa x. Só x. Se não a gente pensa muito antes de comprar… nossa típica frase que resume nossa opção de não converter moedas: “quem converte não se diverte”. Custa 2,75 e ponto.

As atividades do Cavilam

O cavilam, nossa escola de francês, propões muitas atividades, dentre elas degustação de queijos e vinhos (5,00) (com MUITO queijo e MUITO vinho… e como não gostei do vinho, descontei no queijo… me empanturrei), visitas a castelos, cidades vizinhas, subidas em vulcões, soirées, atividades esportivas (football, aviron (ahh, aviron…), tenis, basketbol, volei, …), cinema, teatro, entre muitas coisas que ainda não pudemos descobrir.

Bom, por enquanto é isso. Fotos, só a partir de 11/07/2007, quando chegará minha Lumix LX2 (maldita máquina que está em falta: não tinha em nenhum freeshop, nem em nenhuma loja em Vichy nem em Clermont-Ferrand, uma cidade vizinha beeeem grande por aqui, a capital da Auvergne).

Conclusão

Estou adorando isto aqui. É muito legal esse ambiente com milhares (e sim, são mais de 1000) estudantes estrangeiros, de todas as partes do mundo: frança, itália, espanha, hungria, grécia, arábia saudita, sudão, méxico, colombia, venezuela, japão, china, coréias, austrálias, índia, rússia, usbequistão, alemanha, eua… e só citei os países que já tenho amigos!

A família é ótima, os passeios são ótimos, só falta o pessoal que tá aí no Brasil. E como falta.

Instalem o Skype aí! Quase ninguém colocou! Eu estou todo dia por aqui, aí podem conversar comigo, e eu posso matar um pouco a saudade, que é grande.

É isso. À bientôt! Au revoir!

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